Com a próxima apresentação oficial de Resident Evil se aproximando, prometendo novas cenas de gameplay e mais detalhes de Resident Evil Requiem, a Capcom começa a revelar os bastidores criativos do aguardado título. Em entrevista ao GamesRadar, o produtor Masato Kumazawa explicou que o jogo é resultado direto do feedback dos fãs, especialmente daqueles que desejavam ver a continuidade da história principal da franquia após experimentações recentes.
Segundo Kumazawa, Resident Evil 7: biohazard e Resident Evil Village seguiram direções distintas dentro do universo da série, apostando em novas abordagens narrativas, perspectivas em primeira pessoa e vilões mais intimistas. Apesar da recepção positiva, parte da comunidade sentiu falta de uma progressão clara da trama central que moldou a saga desde os primeiros jogos. Esse desejo foi decisivo para o desenvolvimento de Resident Evil Requiem.
“Embora tenhamos recebido muitos comentários positivos dos jogadores, também ouvimos pedidos para que a história principal da série tivesse continuidade”, afirmou o produtor. “Por isso, consideramos uma narrativa que voltasse a dialogar com eventos fundamentais, como o incidente de Raccoon City.”
O retorno a Raccoon City, mas não apenas
A menção a Raccoon City despertou imediatamente o interesse dos fãs veteranos. O local é um dos pilares narrativos da franquia, marcando o colapso da Umbrella Corporation e o destino de personagens icônicos como Leon S. Kennedy, Claire Redfield e Jill Valentine. No entanto, Kumazawa fez questão de esclarecer que Resident Evil Requiem não se limita a esse cenário.
De acordo com o produtor, Raccoon City não representa a totalidade do jogo. Um exemplo citado é o Centro de Cuidados Crônicos de Rhodes Hill, uma clínica jogável apresentada em versões de demonstração e eventos recentes. O local não fica exatamente em Raccoon City, o que indica uma expansão geográfica e narrativa além do espaço urbano já conhecido pelos jogadores.
É nesse centro que Victor Gideon, um dos personagens centrais da nova trama, aparentemente se esconde, aguardando figuras importantes do universo da série. Indícios apresentados em trailers anteriores sugerem uma conexão direta com personagens clássicos, incluindo Leon S. Kennedy, o que reforça o elo entre o passado da franquia e seus novos capítulos.
A importância histórica de Raccoon City
Mesmo não sendo o único cenário, Raccoon City continua tendo um peso simbólico enorme em Resident Evil Requiem. Foi ali que o destino de diversos personagens mudou para sempre e que eventos catastróficos deram origem a desdobramentos vistos em jogos posteriores. O bombardeio da cidade, a disseminação do Vírus-G e a queda definitiva da Umbrella moldaram o futuro do mundo retratado na série.
Kumazawa destacou que revisitar esse período não é apenas uma questão de nostalgia, mas uma forma de contextualizar decisões, organizações e antagonistas que surgiram depois. Um exemplo citado é a Neo Umbrella, apresentada em Resident Evil 6. Segundo o produtor, sem as ações de Derek C. Simmons, que obteve amostras do Vírus-G e sugeriu a destruição de Raccoon City para conter o surto, esse grupo talvez nunca tivesse existido.
Esse tipo de conexão narrativa reforça a proposta de Resident Evil Requiem como um capítulo que olha para o passado para construir o futuro da franquia, algo que muitos fãs pediam há anos.
Uma nova protagonista em meio ao legado
Apesar do retorno a elementos clássicos, Resident Evil Requiem também introduz uma nova protagonista. O jogo acompanha Grace Ashcroft, que viaja até o Hotel Wrenwood para investigar uma série de assassinatos misteriosos. O local carrega um trauma pessoal para a personagem, já que foi ali que sua mãe, Alyssa Ashcroft, foi assassinada.
A investigação rapidamente se transforma em algo maior quando Grace se vê envolvida no plano sinistro de Victor Gideon. O antagonista pretende liberar algo conhecido como Elpis, cuja natureza ainda é envolta em mistério, mas que aparenta ter potencial devastador, à altura das ameaças biológicas clássicas da franquia.
Essa combinação de drama pessoal, conspiração global e bioterrorismo reforça o tom de survival horror, equilibrando tensão psicológica e ameaças físicas, uma marca registrada de Resident Evil.
Continuidade sem abandonar a evolução
O discurso de Masato Kumazawa deixa claro que a Capcom busca um equilíbrio delicado. Resident Evil Requiem pretende dar continuidade à história principal sem abandonar as inovações introduzidas nos jogos mais recentes. A ideia é respeitar o legado da série enquanto se mantém relevante para um público moderno, acostumado a narrativas mais profundas e jogabilidade refinada.
A promessa de múltiplos cenários, conexões diretas com eventos clássicos e novos personagens sugere um jogo pensado tanto para veteranos quanto para novos jogadores. Quem conhece Raccoon City encontrará referências e consequências familiares. Quem está chegando agora terá uma história acessível, centrada em Grace Ashcroft e em seus conflitos pessoais.
Lançamento e expectativas
Resident Evil Requiem tem lançamento previsto para 27 de fevereiro, com versões confirmadas para Xbox Series X/S, PlayStation 5, PC e Nintendo Switch 2. A proximidade da data aumenta a expectativa em torno das próximas apresentações, que devem mostrar mais do gameplay, dos inimigos e do papel de Raccoon City na narrativa.
Com base nas declarações do produtor, fica claro que o novo título não é apenas mais um capítulo isolado, mas uma resposta direta aos pedidos da comunidade. Ao unir feedback dos fãs, continuidade narrativa e expansão do universo, Resident Evil Requiem se posiciona como um dos lançamentos mais importantes da franquia nos últimos anos, prometendo redefinir o rumo da série sem esquecer suas origões.


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