Após o enorme sucesso de Ghost of Tsushima, a expectativa para Ghost of Yotei era altíssima. O jogo, lançado oficialmente por R$ 400 na PlayStation Store, chega como uma nova aposta da Sony em narrativas de samurais e mundos abertos. Mas será que ele consegue superar seu antecessor ou fica preso na sombra de Tsushima?
História: vingança com clima de faroeste japonês

Diferente de Ghost of Tsushima, a nova trama não continua a jornada de Jin Sakai. Em Ghost of Yotei, assumimos o papel de Atsu, sobrevivente de uma chacina brutal que destruiu sua família. Movida pela vingança, a protagonista embarca em uma jornada marcada por duelos, traições e o surgimento da lenda do “Fantasma de Yotei”.
O tom narrativo lembra uma mistura entre Japão feudal e faroeste, com referências a Tarantino e fortes vibrações de Kill Bill. A história começa intensa, desacelera ao abrir o mundo, mas recupera força nos momentos cruciais, entregando emoção e personagens marcantes.
Mundo aberto: liberdade imediata e atividades mais dinâmicas

Uma das mudanças mais notáveis é a liberdade inicial. Com cerca de 20 a 30 minutos de jogo, o jogador já está solto em um mapa repleto de possibilidades.
Atividades secundárias: menos repetitivas que em Tsushima, trazendo novidades como caçadas de recompensas e emboscadas dinâmicas.
Exploração: mapas variados, com regiões de neve, florestas densas e áreas áridas, além de templos e santuários.
Durabilidade: a campanha principal dura em torno de 25 horas, mas o total pode facilmente ultrapassar 50 horas para quem busca 100% de conclusão.
Gráficos: evolução ou estagnação?

Aqui está um dos pontos mais discutidos. Apesar de belíssima direção artística, muitos elementos ainda lembram a geração anterior.
Cutscenes da história: cinematográficas, com expressões realistas e impacto emocional.
Mundo aberto: animações de NPCs simplificadas e até bugadas, destoando do padrão de excelência esperado.
Comparação: enquanto Assassin’s Creed Shadows aposta em densidade e escala, Ghost of Yotei mantém um mundo vasto, mas menos interativo.
Jogabilidade: combate refinado e novas armas
Se a narrativa divide opiniões, a jogabilidade é um dos maiores acertos. O combate mantém a fluidez de Tsushima, mas agora com arsenal expandido:
Armas: katana dupla, lança, kusarigama e até rifle.
Sistema de duelos: mais dinâmico, com inimigos alternando armas em pleno combate.
Atividades extras: minigames de forja, culinária e até interações com lobos, que podem salvar Atsu em batalhas.
Dublagem e trilha sonora: imersão total
Outro destaque é a dublagem brasileira, com Beatriz Mainberg (a voz de Freya em God of War) dando vida à protagonista. A direção de voz de Lucas Almeida, conhecido pelo canal Dublando Coisas, garantiu qualidade e emoção às falas.
A trilha sonora mantém o padrão PlayStation, equilibrando momentos épicos e músicas tradicionais japonesas que intensificam a imersão.
Vale a pena comprar Ghost of Yotei?
A resposta depende do perfil do jogador:
Fãs de Tsushima: vão se sentir em casa e encontrar melhorias significativas no gameplay.
Quem busca inovação: pode se decepcionar com gráficos que lembram mais o PS4 do que a nova geração.
Preço: R$ 400 é salgado, mas promoções de mídia física já oferecem valores na faixa de R$ 300, o que torna a compra mais atraente.
Ghost of Yotei não reinventa a fórmula, mas refina a base sólida de Ghost of Tsushima. Com narrativa intensa, combate variado e mundo aberto mais dinâmico, entrega uma experiência memorável, ainda que limitada por gráficos que não acompanham a ambição do projeto. Para os apaixonados pelo gênero, é um dos grandes lançamentos do ano.





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