O aguardado Resident Evil Requiem voltou a ganhar destaque durante o mais recente Resident Evil Showcase, evento que trouxe uma apresentação extensa da jogabilidade e novos detalhes sobre a narrativa do próximo capítulo da franquia da Capcom. Anunciado oficialmente durante o The Game Awards, o título marca o retorno de personagens conhecidos e apresenta mecânicas inéditas que prometem renovar a experiência de survival horror, sem abandonar as raízes que consagraram a série.
A apresentação revelou dois estilos de jogo bem distintos, centrados principalmente em Leon S. Kennedy e na nova personagem jogável, Grace. Essa abordagem reforça a proposta de variar o ritmo da campanha, alternando momentos de ação intensa com segmentos mais tensos e estratégicos, algo que a Capcom vem aperfeiçoando nos últimos anos.
Leon Kennedy retorna com jogabilidade mais agressiva
Leon está de volta como um agente experiente da DSO, carregando o peso de anos enfrentando organizações bioterroristas e sobrevivendo a incidentes extremos. Em Resident Evil Requiem, essa bagagem se traduz em uma jogabilidade mais agressiva e confiante, com foco em execuções, combate corpo a corpo e uso criativo do arsenal disponível.
Uma das grandes novidades é o machado Tomahawk, uma arma versátil que pode ser aprimorada ao longo do jogo. Além de causar dano elevado, ele pode ser afiado para aparar ataques inimigos, incluindo golpes de motosserra, um dos elementos mais icônicos e perigosos da franquia. O Tomahawk também pode ser utilizado em eliminações furtivas, incentivando abordagens silenciosas em determinadas situações.
Leon agora pode mirar em partes específicas do corpo dos inimigos, uma mecânica que lembra Resident Evil 4, mas com novas possibilidades. Ao atingir pernas ou braços, o jogador consegue atordoar zumbis, abrir espaço para ataques corpo a corpo ou finalizar inimigos de forma brutal. Em cenas exibidas no gameplay, Leon chega a utilizar a espingarda de forma direta, empurrando o cano contra a boca dos inimigos para execuções rápidas, reforçando o tom mais visceral do jogo.
Outro detalhe interessante é a possibilidade de usar armas derrubadas pelos próprios inimigos. Se um oponente estiver empunhando uma motosserra, por exemplo, Leon pode pegá-la após derrotá-lo e utilizá-la por um número limitado de vezes. Essa mecânica adiciona uma camada estratégica ao combate, fazendo o jogador decidir o melhor momento para usar esses recursos temporários.
Zumbis mais realistas e ameaçadores
O gameplay de Resident Evil Requiem também chamou atenção pelo comportamento dos zumbis. Os inimigos estão mais realistas, reagindo de forma dinâmica aos disparos e ataques físicos. Eles cambaleiam, se arrastam e demonstram resistência variável, o que torna cada confronto menos previsível.
A inteligência artificial aprimorada faz com que os zumbis se tornem ameaças constantes, mesmo em pequenos grupos. A necessidade de controlar o espaço e gerenciar munição continua sendo um dos pilares da experiência, especialmente em dificuldades mais elevadas.
Grace traz um ritmo mais lento e tenso
Em contraste direto com o estilo agressivo de Leon, Grace apresenta uma jogabilidade muito mais metódica. Sua campanha foca em furtividade, exploração cuidadosa e gerenciamento rigoroso de recursos. A munição é escassa, e confrontos diretos costumam ser evitados sempre que possível.
Grace não tem acesso a muitas armas pesadas, mas conta com o Revólver Requiem, uma arma de grosso calibre com munição limitada. Ele funciona como uma ferramenta de emergência, ideal para escapar de situações críticas, mas não pode ser usado de forma imprudente. Essa limitação reforça o clima de tensão e vulnerabilidade, aproximando o jogo do terror clássico da franquia.
Sistema de criação inspirado em Resident Evil 2
O sistema de criação de itens em Resident Evil Requiem se inspira diretamente em Resident Evil 2, mas com novas exigências e riscos. Para fabricar determinados itens, o jogador precisará coletar sangue infectado, o que implica interagir diretamente com cadáveres e ambientes contaminados.
Essa escolha de design não apenas amplia a complexidade da criação, mas também reforça o clima de horror. Cada decisão envolve risco, já que permanecer próximo a corpos pode atrair inimigos ou desencadear eventos inesperados.
Entre os novos itens apresentados, o Injetor Especializado se destaca como um dos mais intrigantes. Ele impede que cadáveres sofram mutações, evitando que inimigos retornem em formas mais perigosas. No entanto, seu uso é limitado, forçando o jogador a pensar estrategicamente sobre quando e onde aplicá-lo.
Narrativa e retorno a Raccoon City
Do ponto de vista narrativo, Resident Evil Requiem aposta fortemente no retorno à história principal da série. Leon continua trabalhando para a DSO, mas a trama promete levá-lo ao limite físico e emocional, explorando as consequências de anos de combate ao bioterrorismo.
A Capcom revelou que a decisão de revisitar Raccoon City foi inicialmente motivada pela curiosidade criativa da equipe. No entanto, segundo o produtor Masato Kumazawa, o feedback dos fãs teve um papel fundamental no direcionamento do projeto. Muitos jogadores expressaram o desejo de ver uma continuação direta da narrativa central da franquia, algo que influenciou a escolha de ambientar a história novamente em torno do incidente que marcou a série.
Apesar disso, o jogo não se limita apenas à cidade. Outros locais importantes também farão parte da campanha, como o Centro de Cuidados Crônicos de Rhodes Hill, que não fica em Raccoon City. Essa variedade de cenários promete ampliar o escopo da narrativa e oferecer experiências distintas ao longo da jornada.
Lançamento e expectativas
Resident Evil Requiem tem lançamento marcado para 27 de fevereiro e chegará ao Nintendo Switch 2, Xbox Series X e S, PlayStation 5 e PC. A promessa é de uma experiência que equilibra ação intensa, terror psicológico e uma narrativa mais focada, atendendo tanto fãs antigos quanto novos jogadores.
Com jogabilidade diversificada, zumbis mais realistas, execuções inéditas e um sistema de criação que reforça o clima de sobrevivência, Resident Evil Requiem se posiciona como um dos lançamentos mais ambiciosos da franquia nos últimos anos. A resposta inicial do público indica que a Capcom pode ter encontrado o equilíbrio ideal entre inovação e respeito ao legado da série.

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