O mercado de placas de vídeo passou por mudanças profundas nos últimos meses. Modelos que antes eram considerados “custos-benefícios absolutos” perderam espaço para lançamentos mais eficientes, enquanto GPUs antigas ressurgiram como alternativas viáveis graças à queda de preços. Para quem está pensando em montar um PC novo ou apenas fazer um upgrade inteligente, entender esse novo cenário é essencial — especialmente porque muitos consumidores seguem presos a referências antigas que já não representam a realidade atual.
Essa análise aprofunda cada faixa de preço, revela o desempenho relativo das principais GPUs e explica por que algumas placas de vídeo deixaram de valer a pena — e por que outras, inesperadamente, voltaram ao jogo em 2025.
Placas abaixo de R$ 1.000: onde começa a sobrevivência
O segmento de entrada sempre foi crítico, e em 2025 continua complicado. A maior parte do que existe abaixo dos R$ 1.000 é composta por placas antigas demais para jogos atuais ou modelos com desempenho extremamente limitado.
A GT 1030 DDR4, ainda presente em muitas listas, é praticamente apenas uma placa para “dar vídeo”. Não é uma GPU gamer — e quem tenta usá-la assim inevitavelmente se frustra. A 750 Ti, embora tenha sido um ícone no passado, hoje mal compete com gráficos integrados modernos.
A única opção que realmente faz sentido nessa faixa, quando aparece em estoque, continua sendo a RX 580 2048SP. Mesmo envelhecida, ela oferece desempenho próximo ao de uma RX 570, suficiente para jogos competitivos em Full HD com ajustes moderados. Seu maior problema é o consumo elevado, a falta de atualizações de otimização em novos lançamentos e o fato de estar desaparecendo do mercado.
A RX 6500 XT, quando cai abaixo dos R$ 1.000, parece tentadora — mas tem o grande porém do PCIe 4.0 x4, que limita demais sistemas mais antigos. Em máquinas com PCIe 3.0, ela perde desempenho real a ponto de ficar atrás da própria RX 580.
Conclusão da faixa: RX 580 ainda é a melhor escolha de entrada, se encontrada barata. Caso contrário, é melhor guardar um pouco mais e subir para o próximo patamar.
Entre R$ 1.000 e R$ 1.500: o território da RX 6600
Aqui as coisas começam a melhorar — e muito. O espaço entre R$ 1.000 e R$ 1.500 é dominado praticamente por um único nome: RX 6600.
A RX 6600 entrega desempenho semelhante ao de algumas GPUs já consideradas “fortes” em anos anteriores, como a GTX 1070 e até a RX 5700, mas sem o consumo alto e com tecnologias mais recentes. Em jogos competitivos, ela ultrapassa facilmente modelos como a RTX 3050 6 GB, que muitas vezes aparece na mesma faixa de preço, mas oferece desempenho até 60% menor dependendo da versão.
A irmã maior, a RX 6650 XT, quando custa até 15% a mais que a RX 6600, é a escolha ideal. Ela possui um ganho de até 20% de performance e mantém excelente eficiência energética. Vale a pena ficar atento às promoções, pois esse modelo oscila bastante.
Conclusão da faixa: RX 6600 é a melhor compra. A RX 6650 XT é o “upgrade perfeito” caso caia abaixo de R$ 1.600.
Entre R$ 1.500 e R$ 2.000: onde surgem as GPUs surpreendentes
Esse intervalo é o mais movimentado do mercado. Aqui encontramos opções que, dependendo do preço do dia, podem ser excelentes ou péssimas.
A RX 7600 oferece bom desempenho, situando-se entre uma RTX 3060 e uma RTX 4060. Mas considerando que custa muito próximo da RX 6650 XT, sua vantagem real diminui.
O ponto mais inesperado desta faixa é a RTX 5050, uma GPU que muitos criticaram no lançamento, mas que acabou se mostrando incrivelmente competitiva. Ela entrega desempenho praticamente igual ao da RTX 4060, muitas vezes custando menos que suas concorrentes diretas da AMD. A 5050 só perde mesmo em cenários de texturas ultra devido aos seus 8 GB de VRAM — mas ainda assim oferece frames muito altos.
A Intel também aparece com a Arc A580 e a Arc A750, mas o desempenho inconsistente em alguns jogos e a dependência de processadores mais novos ainda dificultam uma recomendação segura.
Conclusão da faixa:
Melhor custo-benefício geral: RTX 5050 (no preço certo).
Alternativa consistente: RX 6650 XT.
Evite: modelos Intel que estejam acima de R$ 1.600.
Até R$ 2.200: o duelo mais equilibrado do mercado
Aqui surgem duas das opções mais interessantes de 2025.
A primeira é a RTX 5060, finalmente estabilizando perto dos R$ 2.000. Com desempenho equivalente à antiga RTX 4060 Ti, ela entrega FPS altíssimos em 1080p e boa performance em 1440p, apesar dos 8 GB de VRAM.
A segunda é a poderosa RX 7600 XT de 8 GB, que em muitos testes supera a 5060 em até 10%. Porém, a AMD complica sua própria placa ao vender a RX 7600 XT 16 GB, que tem mesmo desempenho, mas custa mais — e acaba confundindo o consumidor.
Para completar o trio, temos a RX 7600 XT 8 GB, que frequentemente aparece entre R$ 2.000 e R$ 2.200. É uma opção sólida, porém perde da RX 6700 XT nos casos em que a versão de 12 GB entra em promoção.
Conclusão da faixa: Empate técnico entre RTX 5060 e RX 7600 XT 8 GB. A escolha depende mais do seu gosto por tecnologias (DLSS x FSR).


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