Quase um mês após seu lançamento, o shooter de extração ARC Raiders, da desenvolvedora sueca Embark Studios — com o apoio da publicadora Nexon — segue surpreendendo o mercado. Segundo relatórios não oficiais, o jogo já vendeu mais de quatro milhões de cópias no Steam e atraiu uma média de aproximadamente 353 mil jogadores simultâneos nas últimas 24 horas. Especialistas da firma de análise de mercado Alinea Analytics estimam que, se o ritmo atual continuar, as vendas podem chegar a sete milhões de unidades nos próximos dias — um desempenho raramente visto antes da estreia de um game AAA competitivo.
Por enquanto, vale salientar, Embark e Nexon não confirmaram oficialmente esses números, e os dados devem ser vistos como projeções baseadas em tendências de vendas e atividade no Steam.
Sucesso que desafia a concorrência
Lançado em outubro de 2025, ARC Raiders estreou em um mercado já competitivo, dominado por jogos como Escape from Tarkov e o recém-anunciado Call of Duty: Black Ops 7. No entanto, mesmo com essas ameaças, o título da Embark parece não apenas sobreviver — mas prosperar. A média de jogadores simultâneos ultrapassando 350 mil aponta para uma comunidade ativa e interessada, enquanto o volume de vendas demonstra forte aceitação entre os consumidores.
Fontes próximas à Alinea Analytics revelam que, além das 4 milhões de cópias vendidas nas primeiras semanas, cerca de 750 mil unidades foram adquiridas apenas na última semana, gerando uma receita estimada em US$ 25 milhões. Para um produto novo, em um gênero saturado de shooters cooperativos e competitivos, os números são particularmente impressionantes.
Analistas observam que o timing da Embark foi um dos fatores-chave: a janela de lançamento coincidia com um período relativamente calmo para gigantescomo Tarkov e com o hype gerado por Black Ops 7, mas ainda antes do boom natalino de grandes lançamentos. Segundo eles, isso permitiu ao jogo “capturar uma fatia significativa da demanda antes que o mercado ficasse saturado”.
Polêmica: críticas a IA e nerfs dividem os jogadores
Apesar da performance comercial, ARC Raiders não está imune a críticas. Desde o lançamento, parte da comunidade aponta descontentamento com o uso de IA no jogo — especialmente na geração e comportamento de inimigos e na previsibilidade de loot e de áreas de extração. Alguns jogadores relatam que certas mecânicas pareciam favorecer quem pagou ou investiu em conteúdos adicionais, levantando suspeitas de desequilíbrio.
Além disso, armas como o Hullcracker e o Venator, apontadas como favoritas nos primeiros dias, foram alvo de alterações de balanceamento (os chamados “nerfs”), o que gerou frustração em veteranos que já se acostumaram a usar esse armamento. Fóruns e redes sociais registraram críticas pelo que muitos consideram uma “mudança brusca de meta”:
“No launch, meu Venator dominava as partidas — agora parece uma arma comum.”
Apesar disso, a base ativa de jogadores não parece ter sido significativamente afetada. A média de jogadores simultâneos nas últimas 24 horas permanece alta, e nos rankings a retomada do equilíbrio após os nerfs é vista com bons olhos por parte da comunidade competitiva.
Novos conteúdos e uma estratégia de longo prazo
Enquanto os números — mesmo que não oficiais — aceleram, a Embark Studios tem apostado em atualizações constantes para manter o interesse. Em um recente patch, foi lançado o mapa Stella Montis, que trouxe novos cenários e rotas de extração, além de novas armas e uma face inédita da facção inimiga ARC. Essas adições foram bem recebidas pela comunidade, em parte pelo renovado dinamismo nas partidas e pela variedade estratégica.
Mas a empresa já olha além: em dezembro chega a aguardada atualização Cold Snap, que promete expandir ainda mais a experiência. Entre os destaques estão:
Um novo Baralho de Saqueadores, oferecendo loot exclusivo e recompensas queridas pelos jogadores.
O evento Chamas Cintilantes, com desafios temporários e recompensas raras.
Uma nova Janela de Partida da Expedição, que pretende diminuir o tempo de espera e melhorar o matchmaking para grupos e jogadores solo.
Fontes internas da Embark afirmam que a empresa mantém um compromisso de dez anos de suporte contínuo para ARC Raiders — com planos de lançar novos mapas a cada temporada, eventos sazonais, ajustes de balanceamento, e possivelmente expansões de conteúdo para garantir longevidade e evitar a “morte precoce” tão comum em jogos multiplayer.
Esse ritmo de atualizações, aliado à postura de “cautela e constância”, tem como objetivo construir uma comunidade sólida e duradoura — sem depender de picos de vendas ou modismos passageiros.
O que 7 milhões de cópias significariam?
Se a estimativa da Alinea Analytics se concretizar e ARC Raiders alcançar 7 milhões de vendas em menos de 30 dias, será um feito notável em vários aspectos:
Validação de mercado para shooters de extração — um gênero que, até então, era dominado por poucos títulos.
Resultado expressivo para um título novo, mostrando que há espaço para inovação mesmo em segmentos já consolidados.
Potencial de monetização a longo prazo, com receitas contínuas vindas de DLCs, passes de temporada e microtransações.
Pressão competitiva sobre outros títulos — especialmente aqueles com propostas semelhantes, como Escape from Tarkov.
Para a Embark Studios e a Nexon, seriam não apenas um sinal de sucesso comercial, mas um indicativo de que o jogo pode se tornar um novo pilar de seu portfólio. Isso justificaria os planos ambiciosos de suporte prolongado e um cronograma agressivo de atualizações e expansão de conteúdo.
Desafios pela frente (e o que vigiar)
No entanto, alguns desafios permanecem:
Confirmação oficial dos números: até o momento, as vendas e a receita são rumos baseados em dados extraoficiais; a Embark e a Nexon ainda não emitiram relatório.
Manutenção da comunidade: manter o engajamento dos jogadores após a “febre” inicial será fundamental — especialmente em meio à concorrência e às críticas sobre nerfs e IA.
Qualidade das futuras atualizações: o sucesso futuro depende fortemente da capacidade da equipe de entregar novos conteúdos sem bugs, com equilíbrio de gameplay e sem repetir erros de lançamento.
Sustentabilidade de monetização: precisarão evitar práticas que desagradem jogadores e possam ser vistas como “pay-to-win”.
Caso a Embark consiga responder bem a essas pressões, ARC Raiders poderá se firmar como um dos grandes nomes do gênero nos próximos anos — não apenas pelo hype do lançamento, mas por uma comunidade fiel e ativa e um ciclo contínuo de suporte e conteúdo.
Com base nos dados e projeções mais recentes, ARC Raiders vive uma ascensão impressionante. Quatro milhões de cópias vendidas, forte média de jogadores simultâneos e a perspectiva de atingir sete milhões de unidades vendidas em poucas semanas criam um cenário de sucesso raro — especialmente para um jogo novo em um gênero tão disputado.
Apesar das críticas pontuais à IA e aos nerfs de armas, a resposta da comunidade permanece forte. A Embark Studios, por sua vez, parece determinada a consolidar o jogo no mercado com uma estratégia de longo prazo, baseada em atualizações regulares e suporte contínuo.
Se tudo seguir conforme as expectativas, ARC Raiders não será apenas uma sensação momentânea — poderá se tornar um marco para shooters de extração e um case de sucesso para a própria Embark e a Nexon nos próximos anos.


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