Uma nova leva de prévias de Nioh 3, desenvolvido pela Team Ninja e distribuído pela Koei Tecmo, revelou mudanças ambiciosas e inéditas para a franquia. Diferente dos títulos anteriores, que abordavam fases mais clássicas do Japão feudal, o novo capítulo mergulha de cabeça no Bakumatsu, período que se estendeu de 1853 a 1867 e marcou o colapso do Xogunato Tokugawa, além de profundas transformações políticas, sociais e militares em todo o país.
Segundo as informações divulgadas após o teste alfa por tempo limitado, o projeto está evoluindo em uma “direção positiva”, recebendo ajustes significativos em gameplay, ambientação e estrutura narrativa. A proposta de levar o jogador a esse momento conturbado da história japonesa não só amplia o escopo histórico da série, mas também abre portas para uma mecânica inédita: o uso de armas de fogo em combate, algo jamais visto em um jogo da franquia Nioh.
Bakumatsu: um cenário de caos, guerra e transformação
O Bakumatsu representa o fim de uma era e o início de outra no Japão. Foi nesse intervalo que o país passou da política isolacionista para uma abertura forçada ao mundo ocidental, enfrentando revoltas internas, pressões estrangeiras e conflitos entre facções. Em Nioh 3, esse caos histórico se transforma no pano de fundo ideal para uma narrativa ainda mais sombria, brutal e cheia de reviravoltas.
Locais icônicos do período, como os templos Kiyomizu e Honnoji, estarão presentes no jogo — mas não como os registros históricos descrevem. Em vez de espaços sagrados e pacíficos, eles aparecem corrompidos pelo Crisol demoníaco, uma força maligna já conhecida pelos fãs da franquia. Essa corrupção não só altera completamente o visual dos cenários, mas também influencia a disposição dos inimigos, os perigos ambientais e a narrativa.
A exploração desses locais promete reforçar o clima opressor e decadente característico de Nioh, agora elevado por uma atmosfera de colapso iminente, em que tradição e modernidade entram em confronto constante.
Shinsengumi: a polícia militar agora é inimiga
Uma das maiores novidades reveladas é a presença do Shinsengumi, a lendária e temida polícia militar que atuava em Kyoto durante o Bakumatsu. Conhecidos por sua lealdade extrema ao xogunato e sua eficiência mortal, esses guerreiros aparecem em Nioh 3 como inimigos diretos do jogador.
Diferente dos tradicionais samurais e yokai que marcaram capítulos anteriores, os membros do Shinsengumi trazem uma abordagem mais estratégica e moderna ao combate. Eles não apenas utilizam técnicas avançadas de espada, mas também fazem uso de armas de fogo, algo inédito na franquia e que promete alterar profundamente a dinâmica das batalhas.
Essa introdução expande o espectro de estratégias exigidas do jogador. Agora, não basta dominar esquivas e combos de katana: será preciso analisar o posicionamento, buscar cobertura, antecipar disparos e adaptar-se a inimigos que atacam à distância, ao mesmo tempo em que continuam perigosos no combate corpo a corpo.
Entre os nomes mais importantes do Shinsengumi presentes no jogo está o lendário Okita Soji, capitão conhecido tanto por sua habilidade excepcional com a espada quanto por seu destino trágico. Os confrontos contra ele prometem ser alguns dos mais intensos, técnicos e memoráveis de toda a série.
Figuras históricas reais ganham destaque na narrativa
Outro ponto que reforça a ambição de Nioh 3 é a presença de figuras históricas reais, integradas de forma direta à trama. Entre elas estão:
Takasugi Shinsaku, do Domínio de Chōshū, uma das mentes mais importantes por trás dos movimentos que levaram à queda do xogunato.
Tokugawa Yoshinobu, o último xogum do Japão, cuja liderança marcou os momentos finais do Xogunato Tokugawa.
Esses personagens não surgem apenas como referências ou participações breves: eles terão papéis cruciais nos eventos do jogo, influenciando decisões, missões, alianças e conflitos. A Team Ninja mantém a tradição de misturar realidade histórica com elementos sobrenaturais, criando uma narrativa híbrida em que fatos e fantasia se encontram de maneira orgânica e envolvente.
A promessa é de uma história mais densa, politicamente carregada e emocionalmente impactante, em que o jogador estará no centro de eventos que moldaram os rumos do Japão.
Evolução no gameplay e aprofundamento da experiência
Além do novo período histórico, Nioh 3 apresenta claras melhorias no gameplay, de acordo com as prévias divulgadas. Após as críticas e sugestões do alfa, a Team Ninja teria ajustado:
A responsividade dos comandos
O equilíbrio entre armas tradicionais e armas de fogo
A inteligência artificial dos inimigos humanos
O comportamento dos yokai em áreas corrompidas
A fluidez do combate e das animações
O sistema de progressão também promete ser mais profundo, com novas árvores de habilidades, equipamentos adaptados ao período Bakumatsu e opções táticas mais variadas. A união entre combate tradicional e armamento moderno cria um novo nível de desafio e estratégia, exigindo que o jogador pense cada batalha de forma mais analítica.
Com a presença de forças humanas organizadas, como o Shinsengumi, e entidades sobrenaturais mais agressivas, Nioh 3 deve se consolidar como o capítulo mais difícil e ambicioso da franquia até agora.
Uma nova identidade para a franquia
Ao escolher o Bakumatsu como cenário principal, a Team Ninja não apenas inova, mas também redefine a identidade histórica da série Nioh. O resultado é uma experiência que continua fiel às suas raízes, mas se expande em direção a temas como o fim de tradições, a resistência à modernização e o choque entre eras.
Nioh 3 surge, assim, como uma combinação explosiva de história, mitologia, ação intensa e evolução tecnológica, prometendo conquistar tanto fãs veteranos quanto novos jogadores.


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