As expectativas para Grand Theft Auto 6 continuam crescendo à medida que a Rockstar Games se prepara para lançar o título mais aguardado da década. Mesmo após o adiamento recente, a empolgação e a curiosidade do público seguem intensas — e profissionais da indústria também têm opiniões fortes sobre o impacto que o novo jogo pode ter.
Chris Stockman, diretor do Saints Row original e ex-desenvolvedor da Volition, falou ao portal FRVR sobre o futuro dos jogos de mundo aberto e a posição dominante da Rockstar no gênero. Para ele, o lançamento de GTA 6 representará um momento histórico não apenas para os fãs, mas para toda a indústria dos games.
“Será o maior jogo, provavelmente de todos os tempos”, afirmou Stockman. “A única maneira de alguém realmente competir de igual para igual com a Rockstar é se eles cometerem um grande deslize. Se o jogo for lançado e for terrível — Deus me livre —, seria um desastre completo, tipo o ‘E.T.’ do Atari, mas em escala bilionária.”
O peso de Grand Theft Auto Online e o “estilo de vida Rockstar”
Stockman acredita que o sucesso sem precedentes da franquia se deve em grande parte à longevidade e ao impacto cultural de Grand Theft Auto Online, lançado em 2013. O modo online transformou GTA V em um fenômeno contínuo, ultrapassando 220 milhões de cópias vendidas globalmente — um marco que nenhuma outra franquia de mundo aberto chegou perto de atingir.
“GTA Online impulsionou a franquia para além de um simples jogo. Tornou-se um estilo de vida, um ecossistema. As pessoas não apenas jogam, elas vivem dentro desse universo”, explicou o desenvolvedor.
Com base nesse legado, GTA 6 carrega o peso de uma expectativa monumental. A comunidade espera não apenas uma nova experiência de mundo aberto, mas também um avanço técnico e narrativo capaz de redefinir os limites da indústria — algo que a Rockstar vem fazendo repetidamente desde GTA III (2001).
“Ser o número dois também é um sucesso”
Apesar de reconhecer o domínio da Rockstar, Stockman acredita que ainda há espaço para outras desenvolvedoras prosperarem — desde que não tentem competir diretamente.
“A indústria está maior do que nunca. As pessoas anseiam por novas experiências. É perfeitamente possível ser o número dois, e não há vergonha nenhuma nisso. Desde que você jogue bem as suas cartas, pode criar algo marcante sem tentar imitar GTA”, declarou.
O diretor destacou que o segredo está em manter o foco e construir uma identidade própria, em vez de perseguir o sucesso alheio.
“Você não pode enlouquecer tentando ser a Rockstar. Precisa ter uma visão clara e ser fiel a ela. Nem todo jogo precisa ser uma obra-prima de 100 horas. O importante é ser inteligente e autêntico.”
Essa filosofia reflete a dificuldade enfrentada por diversos estúdios que tentaram competir no mesmo espaço que Grand Theft Auto. Mesmo franquias consolidadas, como Watch Dogs da Ubisoft e Cyberpunk 2077 da CD Projekt RED, tiveram que lidar com comparações inevitáveis — e nem sempre favoráveis — com o padrão de qualidade e profundidade estabelecido pela Rockstar.
Rockstar e o peso do próprio legado
Desde o lançamento de Red Dead Redemption 2, que ultrapassou 79 milhões de cópias vendidas, a Rockstar mantém uma reputação quase intocável. Ainda assim, o estúdio também enfrenta desafios internos, incluindo relatos de demissões recentes, que segundo fontes não estariam relacionadas ao desenvolvimento de GTA 6.
Mesmo com o adiamento anunciado, o CEO da Take-Two Interactive, Strauss Zelnick, reafirmou que o jogo chegará em 19 de novembro de 2026 para Xbox Series X/S e PlayStation 5, com uma versão para PC prevista posteriormente. Zelnick destacou que a empresa continua “extremamente confiante” no cronograma e que o adiamento visa garantir o máximo de polimento e qualidade — características pelas quais a Rockstar é conhecida.
O histórico da companhia justifica essa cautela. Desde GTA III, cada título da franquia marcou um salto evolutivo em tecnologia e design. GTA V, por exemplo, foi o primeiro jogo a oferecer três protagonistas jogáveis e um mundo online persistente que continua ativo mais de uma década depois.
A pressão de ser “o maior de todos os tempos”
Se por um lado há confiança quase unânime no sucesso de GTA 6, por outro, o peso das expectativas pode ser um fardo. A Rockstar precisa equilibrar inovação com fidelidade à fórmula que consagrou a franquia.
Stockman reconhece esse desafio, mas acredita que o estúdio está preparado:
“Eles têm os recursos, o talento e a visão. É uma equipe que entende o que o público quer — e mais importante, entende o que ainda não sabe que quer. É por isso que ninguém os supera.”
Para muitos analistas, GTA 6 não será apenas mais um lançamento, mas um evento cultural comparável a grandes estreias do cinema ou da música. Sua influência deverá ditar tendências para toda a próxima geração de jogos de mundo aberto.
O reinado da Rockstar continua
Com GTA 6 a caminho e a indústria observando cada movimento da Rockstar, a fala de Chris Stockman resume o sentimento predominante entre fãs e especialistas: o novo Grand Theft Auto tem tudo para se tornar o maior jogo da história.
A menos que algo dê muito errado, a coroa dos jogos de mundo aberto continuará nas mãos da Rockstar por muito tempo.


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