O gênero de terror cooperativo acaba de ganhar um novo fenômeno. Escape the Backrooms, desenvolvido pela Fancy Games, está dominando o Steam após o lançamento de sua tão aguardada versão 1.0. O título, que estava em acesso antecipado desde 2022, registrou um impressionante pico de quase 36.000 jogadores simultâneos, dobrando o recorde anterior e se tornando um dos jogos de terror mais populares da plataforma neste fim de outubro.
O sucesso repentino não veio por acaso. O jogo combina uma atmosfera opressora, inspiração em lendas urbanas da internet e mecânicas cooperativas envolventes, o que o coloca lado a lado com gigantes do gênero como Phasmophobia e Lethal Company.
O lançamento da versão 1.0 impulsiona a popularidade do jogo
No dia 23 de outubro de 2025, a Fancy Games anunciou oficialmente o lançamento da versão completa de Escape the Backrooms. Após quase três anos de aprimoramentos durante o acesso antecipado, o título recebeu uma enxurrada de avaliações positivas e rapidamente escalou as paradas do Steam. Poucas horas após o anúncio, o número de jogadores simultâneos ultrapassou a marca de 35.897, segundo dados da própria plataforma.
O feito representa um salto gigantesco quando comparado aos números anteriores. Em janeiro de 2023, o pico era de pouco mais de 3.300 jogadores; em junho de 2023, chegou a 10.770; e no início de 2024, o número dobrou novamente, alcançando 16.529. Agora, com o lançamento da versão 1.0, o crescimento ultrapassou todas as expectativas.
Além da empolgação natural dos fãs, o jogo também está com desconto promocional, custando cerca de US$ 7, o que ajudou a atrair novos jogadores que estavam curiosos sobre o fenômeno das “Backrooms”.
Um terror cooperativo que estimula o trabalho em equipe e o medo coletivo
A essência de Escape the Backrooms está em sua simplicidade aterrorizante. Os jogadores formam grupos de até quatro pessoas para explorar uma série de salas labirínticas e misteriosas — os chamados “backrooms” — enquanto enfrentam criaturas deformadas e eventos paranormais. Inspirado nas creepypastas que popularizaram o conceito na internet, o jogo mistura exploração, sobrevivência e mistério psicológico, mantendo os jogadores constantemente tensos e comunicativos.
Um dos recursos mais elogiados é o bate-papo por proximidade, que cria situações autênticas de pavor. Companheiros podem ouvir uns aos outros apenas quando estão próximos, e o mesmo vale para as entidades assustadoras que espreitam nos corredores. Essa mecânica faz com que o silêncio e a comunicação se tornem elementos estratégicos e emocionais da experiência.
Novos conteúdos e finais alternativos ampliam a rejogabilidade
Com a atualização da versão 1.0, a Fancy Games introduziu uma série de novos conteúdos. São quatro novos níveis, múltiplos finais alternativos e melhorias gráficas significativas que elevam a imersão a outro patamar. Os jogadores que já conheciam o jogo durante o acesso antecipado voltaram em peso para experimentar essas novidades.
As novas áreas apresentam ambientes variados, que vão desde escritórios abandonados e corredores infinitos até zonas industriais e espaços aparentemente fora da realidade. Cada nível traz novos tipos de enigmas, armadilhas e entidades, tornando cada sessão de jogo imprevisível.
Além disso, os desenvolvedores confirmaram que o jogo continuará recebendo suporte e atualizações por pelo menos mais dois anos, o que promete manter a comunidade ativa e engajada por um bom tempo.
O impacto no cenário de jogos cooperativos de terror
O sucesso de Escape the Backrooms reforça uma tendência que vem crescendo nos últimos anos: o interesse por experiências cooperativas de terror. Jogos como Lethal Company, Phasmophobia e The Outlast Trials abriram caminho para esse tipo de gameplay, em que o medo é compartilhado entre amigos. No entanto, Escape the Backrooms se destaca por sua fidelidade ao conceito original das creepypastas, entregando uma atmosfera desconcertante e claustrofóbica sem depender de exageros gráficos ou sustos previsíveis.
Com uma estética inspirada nos anos 90 e uma ambientação que mistura nostalgia e desconforto, o jogo atinge em cheio o público que aprecia terror psicológico com cooperação real. Essa combinação de imersão, simplicidade e narrativa emergente explica por que o título vem conquistando espaço entre streamers e criadores de conteúdo, aumentando ainda mais sua visibilidade.
Um sucesso que deve continuar crescendo
Enquanto a comunidade celebra o lançamento da versão 1.0, os desenvolvedores da Fancy Games já adiantaram que novas atualizações estão em produção. As promessas incluem mais níveis, melhorias na IA dos inimigos e ferramentas de criação de mapas pela comunidade, o que pode transformar Escape the Backrooms em uma plataforma de terror cooperativo ainda mais robusta.
Com uma base de fãs leal e números de engajamento crescentes, é provável que o jogo continue entre os mais jogados e assistidos no Steam nas próximas semanas. O fenômeno também reacende o interesse por jogos independentes de terror que apostam em experiências cooperativas, provando que o medo, quando compartilhado, é ainda mais intenso.


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