Desde o início dos anos 2000, poucos embates na indústria dos videogames foram tão icônicos quanto a disputa entre Call of Duty e Battlefield. Durante a era Xbox 360 e PlayStation 4, os lançamentos anuais dessas franquias marcaram gerações de jogadores e dividiram comunidades entre os que preferiam a intensidade cinematográfica de COD e o realismo estratégico de Battlefield.
Porém, nos últimos anos, a balança se inclinou fortemente para o lado da Activision. Enquanto Battlefield enfrentava quedas de qualidade e críticas severas, Call of Duty se consolidava como o rei dos FPS. Isso mudou em 2025.
Battlefield 6 resgata a glória e conquista o público
Lançado oficialmente em 10 de outubro de 2025, Battlefield 6 marcou o renascimento da franquia. A DICE e a Electronic Arts ouviram os fãs e apostaram em um retorno às origens: guerra moderna, visuais ultrarrealistas e jogabilidade tática que privilegia o trabalho em equipe. O resultado? Números expressivos e uma recepção calorosa nas redes sociais e plataformas de streaming.
Críticos e jogadores destacam que o novo título recupera a essência dos melhores tempos de Battlefield 3 e 4, entregando combates massivos, destruição dinâmica e uma imersão visual de ponta — consolidando o jogo como um dos maiores lançamentos do ano.
Call of Duty entra em crise e apela para o gratuito
Do outro lado, a situação da Activision é preocupante. Após o fraco desempenho de Modern Warfare 3 e a recepção morna de Black Ops 6, a franquia enfrenta fadiga criativa e perda de interesse do público. Com o anúncio de Black Ops 7, que retorna à estética futurista — uma das fases menos apreciadas pelos fãs —, o entusiasmo despencou.
A resposta da Activision foi drástica: deixar Call of Duty: Black Ops 6 totalmente gratuito por uma semana. Não apenas o multiplayer, mas também a campanha e o modo Zumbis — uma medida inédita na história da série.
O período gratuito, de 9 a 16 de outubro, coincidiu exatamente com a janela de lançamento de Battlefield 6. A justificativa oficial foi o lançamento da nova temporada “Assombração”, temática de Halloween, mas a comunidade percebeu outra coisa: uma tentativa desesperada de ofuscar o sucesso do rival.
Estratégia ou desespero? O que está por trás da decisão da Activision
Embora a Activision já tenha oferecido testes gratuitos no passado, nunca havia liberado um jogo completo por tanto tempo — e justamente na semana mais importante do ano para os fãs de FPS.
A tática, no entanto, parece ter saído pela culatra. As redes sociais foram inundadas de comentários irônicos, e a expressão “nem de graça” tornou-se viral entre jogadores comparando os dois títulos. Enquanto Battlefield 6 dominava as transmissões e discussões, Call of Duty lutava para manter relevância.
Segundo análises iniciais, os números de Battlefield 6 nas plataformas digitais superaram facilmente os de Black Ops 6, mesmo considerando os dados inflados do Warzone. Caso essa tendência continue, a Activision pode enfrentar o que os fãs estão chamando de “a derrota mais humilhante da história da franquia”.
A importância da concorrência e o futuro dos FPS
Apesar das provocações entre as comunidades, a rivalidade entre Battlefield e Call of Duty tem um impacto positivo para o mercado. A competição direta estimula inovação, qualidade e valor para o consumidor.
Em um cenário onde uma única franquia dominasse o gênero, a estagnação seria inevitável. Por isso, muitos jogadores comemoram essa “guerra dos titãs” — não por fanatismo, mas pela esperança de que estúdios continuem se desafiando para oferecer experiências melhores.


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