Escolher uma placa de vídeo não é mais tão simples quanto parecia antigamente. Entre modelos de gerações passadas e os lançamentos mais recentes, surge uma dúvida comum: vale a pena migrar para a próxima geração ou continuar com a placa atual? Neste guia, vamos analisar comparativos, benchmarks e recursos tecnológicos para ajudá-lo a decidir com base em desempenho real, não apenas em números de catálogo.
Entendendo o salto geracional
O chamado salto geracional é a diferença de desempenho entre placas de uma geração mais antiga e suas sucessoras. Antes, era fácil notar: trocar uma GTX 970 por uma GTX 1070 significava um aumento significativo de FPS em qualquer jogo. Hoje, a situação mudou.
A Nvidia, por exemplo, lançou séries como a RTX 40, a 40 Super e a RTX 50, mas o desempenho bruto nem sempre segue o mesmo salto esperado. Placas como a 4070 Super funcionam quase como intermediárias, com performance próxima da 5070, apesar de pertencerem a gerações diferentes. Ou seja, nem toda atualização de geração garante ganho significativo em jogos.
Comparativo de gerações: RTX 4070, 4070 Super e 5070
Para analisar o real impacto de um upgrade, consideramos uma bancada de testes de alto desempenho:
Processador: Ryzen 7 9800X3D
Placa-mãe: X870E
Refrigeração: H150i Corsair 360 mm
Memória: 48 GB Corsair Dominator 6000 MHz
Armazenamento: MP600 de 4 TB
Fonte: HX 1500 Corsair
As GPUs utilizadas foram Founders Edition, garantindo comparação justa, com as mesmas especificações de referência.
Benchmark em Quad HD (Rasterização)
| Placa | Média FPS | Mínimo FPS |
|---|---|---|
| RTX 4070 | 70 | 57 |
| RTX 4070 Super | 83 | 68 |
| RTX 5070 | 89 | 71 |
Ganho de desempenho:
4070 → 4070 Super: +19%
4070 → 5070: +27%
Apesar do avanço, a diferença entre 4070 Super e 5070 é menor do que muitos esperam. Ou seja, em termos de FPS bruto, a atualização nem sempre compensa.
Recursos tecnológicos: DSS e geração de quadros
Além do desempenho bruto, as novas gerações trazem tecnologias exclusivas, como:
DSS (Deep Learning Super Sampling): Upscaling inteligente presente em todas as gerações, mas com comportamento mais eficiente em GPUs recentes.
Geração de Quadros (Frame Generation): Disponível apenas na série RTX 50, cria frames adicionais via inteligência artificial para melhorar a fluidez, principalmente em monitores de alta taxa de atualização.
Esses recursos oferecem mais fluidez e experiência de jogo, mas não aumentam FPS real e podem adicionar pequena latência. Portanto, a utilidade depende do perfil do jogador.
Comparativo em jogos reais
Alan Wake 2:
4070: média 78 FPS
4070 Super: 89 FPS
5070: 89 FPS
Call of Duty: Black Ops 6 (Multiplayer):
4070 Super supera a 5070 nas mínimas, apesar de média semelhante.
Cyberpunk 2077 (Quad HD, Ultra):
4070 → 5070: ganho de +44%
4070 Super → 5070: diferença marginal
Conclusão: Em jogos pesados ou ray tracing, a nova geração nem sempre supera as placas intermediárias da geração anterior.
Consumo e eficiência
O upgrade também impacta consumo de energia e temperatura:
| Placa | Consumo Sistema | Diferença (%) |
|---|---|---|
| RTX 4070 | 355 W | – |
| RTX 4070 Super | 371 W | +5% |
| RTX 5070 | 389 W | +10% |
O aumento de performance vem acompanhado de maior consumo energético, algo relevante em regiões com energia cara, mas pouco impactante no Brasil.
Quando vale a pena o upgrade?
De uma geração muito antiga (GTX 1060 → RTX 5060): Sim, salto generacional significativo.
De 4070 → 5070: Ganho limitado; o diferencial está nos recursos de software (geração de quadros, codificadores).
De 4070 → 4070 Super: Mais eficiente que o upgrade para 5070 em termos de custo-benefício.
Regra prática: não compre uma placa só por ser mais nova. Avalie performance bruta, recursos adicionais e preço. O upgrade só faz sentido se você realmente vai usar os recursos tecnológicos ou se seu hardware atual está defasado.


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