Lançado em setembro de 2025 pela Techland, Dying Light: The Beast é o mais novo título da aclamada franquia de ação e sobrevivência em mundo aberto. Anunciado inicialmente na Gamescom 2024 como um DLC de Dying Light 2, o projeto cresceu e se transformou em um jogo completo, embora com proposta mais compacta.
A grande novidade — e talvez o maior atrativo para os fãs — é o retorno de Kyle Crane, protagonista do primeiro jogo, cuja ausência em Dying Light 2 foi bastante sentida. Com isso, a Techland busca resgatar o clima sombrio e a tensão do título original, equilibrando ação frenética com a sensação de medo que marcou o início da franquia.
História: vingança, experimentos e um novo vilão
A narrativa se passa 13 anos após os eventos de Dying Light e sua expansão The Following. Crane, agora prisioneiro da organização EGS, sofre experimentos brutais que exploram sua habilidade única de manter a consciência mesmo quando se transforma em volátil.
O novo antagonista, conhecido como Barão, surge como um cientista obcecado em transformar o vírus em arma biológica para controle global. Entre experimentos e torturas, Crane acaba libertado graças à ajuda misteriosa de Olívia, ex-cobaia da EGS.
O cenário de The Beast é Castor Woods, uma região fictícia nos Alpes Ocidentais, entre França, Suíça e Itália. Lá, facções rivais, monstros criados em laboratório — as temidas quimeras — e sobreviventes desesperados compõem o palco da vingança de Crane.
Jogabilidade: parkour, combate brutal e o “Modo Fera”

Assim como nos jogos anteriores, o parkour fluido continua sendo o ponto alto. Escalar prédios, correr por florestas ou escapar de hordas de infectados mantém a adrenalina em alta.
Entre as novidades está o Modo Fera, no qual Crane libera todo seu poder após encher uma barra de combate, ficando mais rápido e devastador. Além disso:
Árvore de habilidades dupla: uma voltada para combate, parkour e sobrevivência; outra dedicada às mutações do Modo Fera.
Sistema de loot e crafting: armas brancas, armas de fogo, itens artesanais e equipamentos de raridades diferentes.
Quimeras: inimigos únicos que liberam um recurso especial (GSB) ao serem derrotados, usado para aprimorar o protagonista.
Atividades secundárias: limpar áreas infestadas, resgatar sobreviventes, resolver quebra-cabeças ambientais e transformar locais em zonas seguras.
A campanha dura entre 12 e 15 horas, mas para quem busca 100% da experiência, pode se estender até 40 horas.
Gráficos, trilha e atmosfera

Apesar de ter nascido como um DLC, o jogo impressiona visualmente. Cenários florestais dos Alpes criam um clima inédito na franquia, com ambientes perigosos, principalmente à noite.
Gráficos: bonitos e detalhados, mas ainda abaixo de grandes lançamentos de nova geração.
Expressões faciais: ponto fraco, com pouca naturalidade.
Trilha sonora: destaque absoluto, misturando guitarras pesadas com sintetizadores eletrônicos e faixas melancólicas, refletindo os conflitos internos de Crane.
Vale a pena jogar Dying Light: The Beast?

O jogo não reinventa a franquia, mas entrega uma experiência sólida e intensa. Sua história é simples, mas funciona bem com o retorno de Kyle Crane e a presença de um vilão marcante. O gameplay continua divertido, sobretudo pelo parkour e pela brutalidade dos combates.
Para quem busca ação visceral, coop com amigos e a clássica luta contra zumbis, vale a pena mergulhar em Dying Light: The Beast.




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